O trabalho aqui proposto está relacionado a uma atividade da Unidade Curricular sobre Biodiversidade, Geodiversidade e Conservação, promovida pelo Mestrado em Cidadania Ambiental e Participação - da Universidade Aberta de Portugal. O presente texto relata aspectos/aspetos sobre a biodiversidade nos centros urbanos.
Há muita biodiversidade nos espaços urbanos. São ambientes que precisam de atenção, estudos e cuidados. O Millennium Ecosystem Assessment (2005) observa que:
“Às vezes, presume-se que a biodiversidade seja uma característica relevante de ecossistemas não gerenciados, como áreas selvagens, reservas naturais ou parques nacionais. Isso está incorreto. Sistemas gerenciados - sejam fazendas de plantações, plantações, locais de aquicultura, pastagens ou mesmo parques urbanos e ecossistemas urbanos - têm sua própria biodiversidade. Dado que sistemas cultivados sozinhos agora respondem por mais de 24% da superfície terrestre do planeta, é fundamental que qualquer decisão relativa à biodiversidade ou serviços ecos sistémicos aborde a manutenção da biodiversidade nesses sistemas amplamente antropogénicos”.
Em complemento Bryant (2003, p. 92), ao comentar sobre a biodiversidade urbana nos Estados Unidos, destaca que “alguns de nossos animais e plantas silvestres mais abundantes, especialmente aqueles que se saem bem em áreas urbanas ou perturbadas, são espécies introduzidas que se estabeleceram. Por exemplo, o estorninho, a borboleta branca, o eucalipto, a mostarda, muitas gramíneas, etc.” E Cabral, et. Al., (2012) observa que “o ambiente urbano restringe seu espaço à biodiversidade mais tolerante e adaptada às condições adversas da cidade”.
A biodiversidade está presente no ambiente urbano e merece cuidados. Um importante passo é conhecer mais sobre estas espécies. Um interessante trabalho sobre diversidade urbana foi produzido pelo Institut de Ciència i Tecnologia Ambientals Universitat Autònoma de Barcelona e apresentado em 2012 no evento “Ecoinovação”. O conjunto de slides apresentado encontra-se disponível no seguinte link:
http://www.eesc.usp.br/ecoinovacao/files/Downloads/Sesso_F_-_Biodiversidade_urbana.pdf (acesso em 26/10/2018).
Referências
BRYANT, Peter. Biodiversity and Conservation. Irvine: University Of California, 2003.
CABRAL, Mariana et al. O Índice de Biodiversidade nas Cidades como ferramenta para gestão: o caso da cidade de Lisboa.Ecologia, Lisboa, v. 8, n. 6, p.63-72, jun. 2012. Disponível em: <https://www.speco.pt/images/Artigos_Revista_Ecologia/revistaecologia_6_art_8_1.pdf>. Acesso em: 26 out. 2018.
INSTITUT DE CIÈNCIA I TECNOLOGIA AMBIENTALS UNIVERSITAT AUTÒNOMA DE BARCELONA. Biodiversidade urbana. São Carlos: Usp, 2012. Color. Disponível em: <http://www.eesc.usp.br/ecoinovacao/files/Downloads/Sesso_F_-_Biodiversidade_urbana.pdf>. Acesso em: 26 out. 2018.
MILLENNIUM ECOSYSTEM ASSESSMENT. Ecosystems AND HUMAN WELL-BEING. Millenniumassessment.org/, 2005.
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